09.04.07
Frente quer 2ª ponte sobre o Guaíba
Seria fixa e paralela à atual. Prefeitos levarão essa reivindicação a Brasília durante a marcha da CNM.
Com o apoio de 25 deputados estaduais, foi criada ontem, na Assembléia, a Frente Parlamentar Pró-Ponte do Guaíba, que será coordenada pelo deputado José Sperotto. O objetivo é viabilizar com o governo federal a construção de uma ponte fixa, paralela à atual, que evitaria os prejuízos diários sofridos com o içamento do vão móvel para a passagem de navios. O projeto da nova ligação da Capital com a Metade Sul do Estado tem duas alternativas: a primeira prevê uma ponte com duas faixas em cada sentido, ao custo de R$ 230 milhões; e com três faixas por sentido, ao custo de R$ 350 milhões.
O presidente do Movimento Ponte do Guaíba - A Vida e o Progresso Vêm Primeiro, Sérgio Costa, destacou que a proposta de uma nova ponte não prevê a criação de outra praça de pedágio. 'Como o governo federal já sinalizou que não tem recursos para a obra, estamos propondo a dilatação do prazo da atual concessionária para que ela construa a ponte', informou.
O período da atual concessão se encerra em 2020. A ponte é içada até cinco vezes por dia, com paralisações do trânsito que variam de 20 a 40 minutos cada vez. Ao longo dos anos, panes nos equipamentos de içamento causaram grandes transtornos, como os ocorridos em 1977, 1999, 2003 e 2004. Segundo Costa, a projeção é que o prejuízo anual dos municípios da Metade Sul com as interrupções do trânsito fique em torno de R$ 120 milhões.
A construção da nova via sobre o Guaíba, que seria feita entre três e cinco anos, é um das reivindicações que prefeitos gaúchos levarão a Brasília na próxima semana, na marcha nacional organizada pela Confederação Nacional de Municípios.
O diretor-presidente da Concepa, Odenir Sanches, disse que o projeto da construção da ponte orçado em R$ 230 milhões está sendo analisado. Em dois meses a concessionária deve se posicionar sobre a obra e sobre a possibilidade de executá-la, mediante o prolongamento da concessão.
Fonte: Correio do Povo/RS
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