05.01.07
Operadores investem na ampliação de frotas
O cenário positivo se reflete nos investimentos das empresas do setor em aumento e renovação da frota, bem como em ampliação de bases operacionais e centros de distribuição.
A demanda acentuada por bens de consumo e componentes, puxada por fatores como o aquecimento da exportação e importação e a alta no poder de consumo, está favorecendo os negócios de operadores logísticos que trabalham no transporte de mercadorias.
Com quatro grandes projetos em andamento no Brasil, a Ryder Logística, uma das maiores empresas norte-americanas do segmento presente no País, está investindo US$ 3 milhões em 50 veículos para renovação e aumento da frota, hoje com 600 veículos. A empresa conta com 175 mil veículos em operação nos Estados Unidos, seu principal mercado.
A aquisição faz parte do "Projeto Argentina", que prevê a ampliação da ligação rodoviária entre os dois países a partir do Brasil no transporte de autopeças. "O projeto envolve receita de US$ 70 milhões ao ano. Ao mês são feitas 2 mil viagens entre os dois países para importação e exportação de peças automotivas", diz o presidente da Ryder Logística do Brasil, Antônio Wrobleski Filho.
A representatividade do mercado latino-americano já aponta o Brasil como o segundo no posto de países em potencial para o grupo, atrás somente do México. "No Cone Sul, os produtos automotivos correspondem a 80% dos negócios e os 20% ficam com alimentos não perecíveis", conta. A Ryder atende, entre outras montadoras, GM, Toyota, Fiat e Volkswagen, além de operações da Unilever no Estado de Goiás. Em carteira, a empresa conta com mais de 40 clientes ativos.
Com faturamento de US$ 100 milhões no Brasil, dos quais US$ 70 milhões obtidos por meio do transporte, a Ryder registrou crescimento médio de 24% nos últimos seis anos. "Em 2007 deveremos registrar entre 20% e 30% a mais de negócios", revela.
Dentro do programa de renovação anual de frota, a Transportadora Americana (TA) investirá mais de R$ 4 milhões na aquisição de 15 veículos modelo cavalo da Scania. Atualmente com 400 veículos, a política da empresa, segundo Celso Luchiari, diretor-geral, é de renovar o veículo com seis anos de estrada. "A previsão para 2007 é de crescer em produtividade e rentabilidade e, com isso, dar maior eficiência aos processos dos clientes", constata.
A carteira de atendimento do grupo é formada por 300 clientes que correspondem a 90% de receita do grupo, que deverá chegar a R$ 150 milhões este ano, 8% maior que a do ano passado. "Somados os clientes pulverizados, chegamos a 4 mil clientes", conta.
Braço da companhia, a TA Express é a aposta do grupo no segmento de carga expressa. Na primeira semana de dezembro a empresa fechou contrato com a fabricante Motorola para a assistência técnica de produtos em todo o País. "A TA Express representa 8% de nosso faturamento e deverá crescer 100% no próximo ano, com base em novos contratos com clientes", adianta.
A Expresso Araçatuba prevê a compra de veículos para a coleta e a distribuição de produtos. "A projeção é de ampliar centros de distribuição [CDs], bases operacionais e também construir novos armazéns. O aporte para estas operações está sendo estudado", conta Oswaldo Castro Júnior, diretor da Expresso Araçatuba. A empresa deve fechar 2006 com 17% a mais em receita, chegando a R$ 225 milhões. A perspectiva para 2007 é de crescer 20% por conta de novos contratos.
Demanda
A Metropolitan Logística terceirizou parte de sua operação para este mês de dezembro para atender os clientes nos segmentos de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e telefonia celular. Segundo José Magalhães Rocha, diretor da empresa, o crescimento por conta da demanda natalina é de 40% este mês para eletrônicos e eletrodomésticos e de 20% para celulares.
"Registramos 2,4 mil entregas ao dia neste período, sendo que em outros meses a média é de 1,8 mil", diz. Na Ramos Transportes o volume de carga transportada deverá, no último trimestre do ano, registrar um aumento de 20% em relação aos trimestres anteriores do ano.(DCI)
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